segunda-feira, 11 de abril de 2011

Feita de Vidro


Ela não tem desejos
apenas ouve os alheios
finge concordar com tudo
sempre passível, sem anseios
Com um tom de voz quase mudo

Importante demais
Triste e fugaz
Interrompida a cada suspiro
Mas de maldades, incapaz

Escuta, ouve, respira.
Fala, cessa, concorda.

Só mais um frágil brinquedo
Trocado facilmente
Guardando rancor em segredo
e seu amor, ficando fraco e dormente.

domingo, 10 de abril de 2011

Devaneios Em Frases 007

"Tenho inveja daquela estrela, que apesar de tão longe, consegue te ver mais do que eu." Matheus Vianna

domingo, 3 de abril de 2011

Devaneios Em Frases 006

"Coisas assim melhoram gradualmente, são como feridas, que demoram o tempo certo pra sarar." Matheus Vianna

segunda-feira, 21 de março de 2011

Desabafos incompreendidos


Me sinto tão impotente diante de tudo. Procuro a força nas minhas orações, doí seguir em frente. Mas seguir em frente, que pode não ser a única opção que tenho, é a que eu escolhi. A cada dia, considero uma batalha vencida, mas eu quero o fim da guerra, guerreiros que lutam demais, terminam heróis ou loucos, ou um pouco dos dois. Estou com medo de me perder no mundo perfeito que criei em meus sonhos, mas a realidade já não é tão boa, posso ver todas as suas faces, suas feridas abertas, suas questões imperdoáveis, suas piores dores, sua feiúra, sua palidez. E ainda me pergunto, porque continuar com isso? Porque algo dentro de mim, talvez um tanto masoquista, me diz: "Isso não é nada do que vem por ai, observe os prós". Tenho pessoas que me amam, tenho pessoas que amo, tenho por quem lutar, tive momentos inesquecíveis... Eu continuo por isso, porque a maldita (ou talvez bendita) caixa de Pandora foi aberta, eu sou humano (ou idiota) pra acreditar em amor, e todas essas coisas sentimentais que fazem a maioria viver, essa busca insensata e irracional pelo desconhecido, essa arrogância bípede... e esse medo amargo do final.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ipse


Mantém um ar de arrogância

Fala com uma propriedade que não lhe pertence

Vê fantasmas por toda a parte

E com razão, rebela-se

Não dá importância para aquilo cuja nunca aprendeu o significado

É um tanto anarquista, psicodélico

Pergunta, pergunta, pergunta

Não liga para o time que vai ganhar, só não troca seus valores por pontos

As vezes se perde, as vezes se encontra

Dubiamente, indubitável

E como quase todo ser humano, só quer a felicidade.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Confusões de uma pessoa confusa


Sinto pena dos pobres ratinhos de laboratório. Por mais que se digam inofensivas algumas experiências, como deixa-los em labirintos ou coisas do tipo. Mal sabem eles, pobres cientistas, que se perder, ficar sem rumo em um labirinto de confusões, na ânsia por encontrar uma saída, é algo desesperador. Desde sempre criei planos para mim, para minha vida, metas, objetivos... O que vou ser quando crescer. Só esqueci de uma coisa, a vida não segue roteiros, minhas vontades mudam, minha forma de pensar e reagir ao mundo transforma-se constantemente, valores se perdem e se acrescentam, coisas ruins acontecem e coisas muito boas também. Eu não posso controlar tudo, eu não consigo, é tarefa demais para mim e eu nunca levei vocação para Atlas. Só preciso aprender a viver com isso, de que certas coisas posso planejar, mas que nem sempre vai tudo caminhar para que dê certo, eu preciso saber desviar dos obstáculos da minha estrada, achar a saída do meu labirinto, e é assim que a gente cresce não é? Aprendendo a conviver com o ser incompleto que sabemos que somos. Não somos Deuses, nem demônios, e talvez por isso seja tão difícil, continuaremos sempre nessa dualidade, sem saber que rumo tomar, não temos papéis definidos nesse filme, não temos sequer roteiro, só um diretor que nos deu livre-arbítrio.